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Lágrimas artificiais agora são medicamentos

Os lubrificantes oculares, conhecidos como lágrimas artificiais, passaram a ser enquadrados como medicamentos. A decisão está na RDC 05/2015, publicada pela ANVISA no dia 5 de janeiro. Até então, eles eram registrados como produtos para a saúde, que é uma categoria específica para materiais ou equipamentos de uso em saúde. A classificação foi alterada devido ao seu potencial terapêutico, já que eles proporcionam alívio de sintomas e previnem doenças.

As lágrimas artificiais são comumente utilizadas para proteger os olhos, uma vez que a falta de lubrificação pode facilitar o surgimento de infecções, como a conjuntivite e a doença conhecida como “olho seco”. Mas, como todo medicamento, o seu uso indiscriminado pode comprometer a saúde de quem o utiliza.

A venda destes lubrificantes continua sendo feita sem a necessidade de receita médica. Entretanto, é fundamental que o médico ou farmacêutico seja consultado antes do início do tratamento. Pois é, sempre importante falar ao paciente que, ao sinal de qualquer alteração nos olhos, como falta de lubrificação, ardência, coceira, vermelhidão, ou perda de visão, um oftalmologista deve ser procurado para fazer o diagnóstico correto e a prescrição do colírio mais adequado.

Cuidados

Para que os lubrificantes tenham o efeito desejado, é preciso adotar alguns cuidados especiais, sobretudo em relação ao seu armazenamento “Devemos verificar se o produto é estéril até que seja aberto. Depois de aberto, temos que observar quanto tempo o fabricante garante seu uso sem a perda da qualidade. Também devemos orientar o paciente a anotar no rótulo a data da abertura do frasco, a fim de facilitar o controle”. Quando o fabricante recomendar que o medicamento deve ser armazenado na geladeira, o ideal é que o frasco não fique nem na porta, nem próximo ao congelador. Pois nesses locais, a variação de temperatura é maior, o que pode comprometer a eficácia do medicamento.

Para evitar a contaminação, é importante ressaltar que os frascos desses medicamentos são de uso individual, pois pode haver contaminação caso mais de uma pessoa utilize o mesmo frasco. Deve-se, também, evitar encostar a ponta do frasco tanto na pálpebra, quanto em outras superfícies, para não ocorrer contaminação e perda da qualidade. Isso tudo deve ser orientado ao paciente pelo farmacêutico no momento da venda do produto.

Fonte: Revista Farmácia do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais